O Porto é rio Douro, pontes de ferro e aquele sotaque cerrado que não tem meio-termo: ou você entende ou pede pra repetir. Aqui se bebe vinho do Porto que leva o nome da cidade com orgulho e se come francesinha que é quase um prato de resistência. Gente do Norte é trabalhadora e não gosta de forreta, isso é que é.
"Comer o pão que o diabo amassou é quando você passou por uma situação muito difícil, sofrida mesmo, e não é frescura, é aquele perrengue de verdade. Por exemplo, minha amiga ficou desempregada, o carro dela quebrou e ainda inundou o apartamento dela no mesmo mês. Falei para ela: amiga, você tá comendo o pão que o diabo amassou, hein? Ela riu, mas era verdade."
"Mudar da água para o vinho significa mudar de forma radical, muito transformadora. Exemplo de frase: minha amiga pintou o cabelo de verde. Ela mudou da água para o vinho, ou seja, ela fez uma mudança radical. Ela fez algo que fez ela ficar muito diferente."
Mudar da água para o vinho
Mudar radicalmente, dar um giro de 180 graus. Quando algo ou alguém passa por uma transformação tão completa que parece outra coisa.
Comer o pão que o diabo amassou
É passar por dificuldades extremas, sofrer bastante numa fase difícil da vida, provar da parte mais amarga da existência.
Tripeiro
É a alcunha carinhosa de quem nasce ou vive no Porto, ligada à tripa à moda do Porto, prato tradicional da cidade. Ser tripeiro é motivo de orgulho, nunca de vergonha.
Cimbalino
É como se pede o café expresso no Porto, a versão portuense da bica lisboeta. Pedir "uma bica" no Porto pode render um olhar confuso do empregado de mesa.
Baril
É o elogio informal do Porto pra dizer que algo é muito bom, divertido ou impressionante. Usado especialmente entre os mais jovens da cidade.