Amazonas é a floresta em pessoa, rio que parece mar de tão largo e Manaus no meio do verde, cidade que teve seu tempo de ouro e guarda teatro de ópera pra provar. Calor abafado, açaí de verdade (nada de doce gelado) e um jeito ribeirinho de viver com o rio.
"Abandonar o barco significa você desistir de alguma coisa ou não investir mais em algo, por exemplo: Eu sabia que aquilo daí iria dar errado, então abandonei o barco, ou seja, você desistiu daquilo."
Povo ashaninka
Maneira afetuosa e respeitosa de falar do povo Ashaninka, guardião das florestas desde tempos que nem se contam mais. Usa-se quando se quer enaltecer sua ligação profunda com a natureza, sua cultura viva ou quando você simplesmente admira a força desse povo que mantém a terra em pé com o próprio existir.
Gurupi
Gurupi é a palavra que a gente solta pra chamar um menino, um piá, um moleque. É o jeito carinhoso ou neutro de falar de criança no Maranhão e arredores. Tá sempre ali na boca do povo, como quem diz 'ó o gurupi correndo' sem nem pensar. É parente do 'guri' gaúcho, mas com seu próprio tempero nordestino.
Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Pedação de chão sagrado no extremo norte do Brasil onde o sol derrete as cercas e os marcos fincados pelo latifúndio. Virou símbolo de resistência quando os parentes expulsaram os invasores e demarcaram na pele o direito de existir sem dono. Quem fala em Raposa Serra do Sol tá falando de luta que ferveu o caldeirão político e deixou claro que ali a terra respira por narinas que o agronegócio jamais vai tampar.
Abandonar o barco!
Desistir de um plano ou abandonar uma situação quando se percebe que vai dar ruim, como pular fora de um barco que está afundando antes que seja tarde demais.
Ser manauara
É como se chamam os nascidos em Manaus, capital que floresceu no meio da floresta com o ciclo da borracha e guarda até hoje o Teatro Amazonas como símbolo desse tempo de riqueza súbita.